Angolanos ensaiam para concerto e falam sobre relação África – Bahia


Os músicos angolanos Dodô Miranda e Wyza, artistas que vão protagonizar o Concerto África visita África, ao lado da cantora baiana Jussara Silveira, conheceram o Teatro Cidade do Saber nesta segunda-feira (29/10), quando realizaram o primeiro ensaio junto com a Orquestra Sinfônica Popular Brasileira. Ambos ficaram encantados com a estrutura da instituição e demonstraram animação por estarem prestes a apresentar-se no palco onde ensaiavam. Sergio Guerra, o idealizador do projeto – que inclui ainda a gravação de um documentário e de um CD – também marcou presença no ensaio.
Dodô Miranda veio muito bem acompanhado. Três mulheres, donas de belas vozes, também se apresentarão no Concerto, dando uma clara mostra do quanto o canto coral pode mexer com as emoções. Contou que sua história com a música começou cedo. “Tinha quatro anos quando minha mãe começou a me levar para os ensaios do coral da igreja. Fui desenvolvendo muito rapidamente habilidades musicais e, aos oito, tornei-me dirigente do coral. Tinha as partituras na cabeça”, lembra.
Wyza também está feliz por poder apresentar à Bahia a música africana, mais especificamente o ritmo angolano kilapanga. Ressalta, porém, que na Bahia se sente em casa. “Costumam dizer que a Bahia parece com a África, ou até que é igual. Para mim, Bahia é a África”. Wyza diz ainda que, em certos aspectos, o estado brasileiro “preserva muito mais os rituais africanos que a própria África”. Na noite do concerto, a África que ambas localidades preservam serão misturadas e se tornarão uma só, completa, fiel, original.
O produtor cultural Sérgio Guerra, famoso pelas expressivas fotografias captadas em solo africano, conta que seu envolvimento com o universo musical também é muito forte e começou cedo. “Amar a música é ser coerente com minha adolescência. Por influência dos meus pais, tomei gosto cedo pela música de qualidade e é muito satisfatório promovê-la desta forma tão profunda para o público. Realizar esse projeto, essa ideia antiga, é muito importante. A beleza da África não está só no visível, também está no musical e em tantas outras coisas”, resume.

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